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· Oxigenoterapia e hospitais

Passagem de plantão e oxigenoterapia: o que registrar

Por Salvus Tecnologia

A troca de turno é um dos momentos em que a informação mais se perde. Quem sai conta o que lembra; quem entra anota o que ouviu. Na oxigenoterapia isso pesa: a terapia atravessa turnos, é ajustada várias vezes e precisa ser lida por mais de uma equipe, a de enfermagem e a de fisioterapia respiratória. Este texto propõe um roteiro do que registrar entre turnos e mostra como o registro feito no leito muda a passagem.

Por que a oxigenoterapia é um caso à parte

Muitas informações da passagem de plantão são estáticas: diagnóstico, alergias, prescrições. A oxigenoterapia é dinâmica. Começa em um momento, é ajustada ao longo do dia, pode ser interrompida e retomada, e termina quando a equipe decide. Quem recebe o leito precisa saber em que ponto dessa linha está, e não só que "o paciente está com oxigênio".

Quando início, ajustes e fim dependem de anotação feita depois, a passagem carrega as lacunas de cada turno, e a pergunta "desde quando ele está assim?" ganha respostas diferentes conforme quem responde.

O que precisa estar registrado

Uma lista de partida, a ser adaptada ao protocolo de cada hospital e revista com as equipes de enfermagem e fisioterapia. A conduta e a faixa de fluxo são sempre da equipe assistencial; o roteiro trata do registro, não da decisão clínica.

  1. A terapia está ativa ou não. É a primeira pergunta de quem assume o leito.
  2. Início. Quando começou e em qual turno.
  3. Fluxo atual e ajustes recentes, com o horário de cada mudança.
  4. Interrupções e retomadas. Houve pausa? Por quanto tempo?
  5. Fim. Quando terminou, se terminou, e por decisão de quem.
  6. Duração acumulada. Importa para a assistência e, quando o contrato remunera o oxigênio por hora, para a conta.
  7. Prescrição correspondente, e se o registrado corresponde ao prescrito.
  8. Observações da equipe. Intercorrências e pendências para o próximo turno, em texto livre.

Onde o registro costuma falhar entre turnos

  • Anotação feita depois. O horário vira aproximado e um ajuste de fluxo no meio do plantão pode não ser anotado.
  • Dois registros para a mesma terapia. Enfermagem e fisioterapia anotam cada uma no seu campo, e os dois não coincidem.
  • Terapia que atravessa a troca. O início foi no turno anterior e ninguém registrou o horário exato.
  • Leito com oxigênio sem paciente em atendimento. A passagem não menciona, e o consumo continua.

Não são falhas de pessoas. Decorrem de uma rotina em que o dado nasce na memória de quem estava de plantão.

O que muda quando o dado nasce no leito

No ATAS O2, o fluxômetro digital da Salvus, o registro acontece no ponto de uso: o aparelho registra início, fim, fluxo e duração de cada oxigenoterapia, sem depender de anotação posterior, e leva esses dados a um painel que as equipes acompanham por setor, conforme a configuração do hospital. Para a passagem de plantão, parte da informação deixa de depender de quem a lembra:

  • Quem assume o leito vê quando a terapia começou, o fluxo registrado e o tempo acumulado.
  • Enfermagem e fisioterapia leem o mesmo registro, em vez de duas anotações.
  • O painel aponta, por setor, onde há leito consumindo oxigênio sem paciente em atendimento, o que a passagem pode tratar como pendência.

Os itens 7 e 8 da lista, e a decisão sobre a terapia, continuam com a equipe. O sistema registra e mostra; a decisão é do profissional.

O que um estudo publicado mediu

Um estudo publicado em 2026 na Discover Health Systems comparou o registro automático do ATAS O2 com o do prontuário eletrônico em uma unidade coronariana semi-intensiva, ao longo de cinco meses. O prontuário deixou de capturar parte da oxigenoterapia registrada pelo aparelho, tanto em horas quanto em ciclos de terapia (artigo). O estudo não mede valor em reais e não vale como promessa para outro hospital. Para a passagem de plantão, serve de lembrete: o que depende de anotação posterior pode estar mais incompleto do que a equipe imagina. Os números completos estão em O que o registro manual deixa de capturar.

Como adaptar o roteiro no seu hospital

  1. Escolha um setor com oxigenoterapia frequente e troca de turno movimentada.
  2. Defina a lista de itens, partindo dos oito acima.
  3. Levante a linha de base. Por algumas semanas, anote quantas passagens deixam alguma pergunta sem resposta sobre a terapia.
  4. Compare. Se o hospital avaliar um registro no leito, compare esses pontos com e sem ele, em validação com escopo, linha de base e critério de saída por escrito.
  5. Ouça a equipe. Enfermagem e fisioterapia dizem o que realmente falta na passagem.

Sobre o desenho da validação, veja Como desenhar a validação do monitoramento de oxigênio. Para a visão geral, o guia de monitoramento de oxigênio hospitalar.

Próximo passo

Conheça a página ATAS O2 para hospitais e veja como o registro no leito chega às equipes, à conta e à manutenção.

Tags: Oxigenoterapia, Fisioterapia, ATAS

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