Ir para o conteúdo

· Oxigenoterapia e hospitais

O que o registro manual deixa de capturar na oxigenoterapia

Por Salvus Tecnologia

Em quase todo hospital, a oxigenoterapia começa no leito e termina em uma anotação. Alguém liga o oxigênio, outro profissional ajusta o fluxo, em algum momento a terapia é encerrada. O registro desses eventos costuma ser feito depois, à mão, no prontuário. Este texto olha o que essa defasagem custa e o que um estudo publicado mediu a respeito.

O registro depois do fato

A anotação posterior depende de memória, de tempo livre e de rotina. Em um plantão cheio, o início de uma terapia pode ser anotado no fim do turno, o ajuste de fluxo pode ficar sem registro e o encerramento ser lembrado de forma aproximada.

Isso não é falha de quem registra. É uma limitação do método: o dado nasce no leito e só chega ao prontuário depois de passar pela memória de uma pessoa ocupada. As consequências aparecem em áreas diferentes:

  • Assistência: "quem iniciou, ajustou e encerrou, e quando?" fica sem resposta precisa.
  • Faturamento e auditoria: prescrito, consumido e lançado raramente se encontram, e a diferença pode virar perda ou glosa.
  • Suprimentos: compras e entregas são conferidas sem um registro do consumo no ponto de uso.
  • Gestão: a equipe gasta tempo anotando e conferindo, e a auditoria corrige depois.

O que o estudo com o Einstein mediu

Um grupo do Hospital Israelita Albert Einstein comparou dois registros da mesma oxigenoterapia: o do prontuário eletrônico e o do ATAS O2, o fluxômetro digital da Salvus, que registra no ponto de uso. O trabalho foi publicado em 2026 na Discover Health Systems, com o título "Discrepancies in oxygen consumption between automated monitoring and electronic medical records" (Monnaka VU et al., v. 5, art. 70).

Os números, por leito, em 21 leitos de uma unidade coronariana semi-intensiva, ao longo de cinco meses:

  • Horas de oxigênio: 566,9 horas no registro do ATAS O2 contra 163,6 horas no prontuário, cerca de 3,5 vezes mais horas registradas.
  • Ciclos de oxigenoterapia: 138 ciclos no ATAS O2 contra 12 no prontuário, mais de 11 vezes mais ciclos registrados.

Gráfico de barras com o estudo do Hospital Israelita Albert Einstein em 21 leitos durante cinco meses: 566,9 h de oxigenoterapia registrada pelo ATAS O2 contra 163,6 h no prontuário eletrônico, e 138 ciclos contra 12.

Fonte: estudo publicado com o Hospital Israelita Albert Einstein, DOI 10.1007/s44250-026-00409-9. O estudo mede quanto da oxigenoterapia o registro manual deixou de capturar; não mede valor em reais. O resultado de um hospital não é promessa para outro.

O estudo mede quanto da oxigenoterapia o registro manual deixa de capturar. Não mede valor em reais.

A ressalva que acompanha o número

Esses valores vêm de uma unidade, em um período. Cada hospital tem seu perfil de pacientes, sua rotina de enfermagem e seu modo de registrar, então o resultado de um hospital não é promessa para outro. O que o estudo oferece é um método de comparação e um indício de onde procurar a diferença: entre o que o registro automático vê e o que o prontuário contém.

O que fazer com essa informação

Antes de falar em tecnologia, vale uma pergunta simples: quanto da oxigenoterapia do nosso hospital chega ao prontuário? Para responder, é preciso um segundo registro, independente, no ponto de uso, e uma comparação com critério combinado entre assistência, engenharia clínica, faturamento e TI. Com essa linha de base, a discussão deixa de ser opinião e passa a ser medição. Se a diferença existir, mostra onde estão as perdas; se não existir, o hospital sabe que o registro está completo.

Para desenhar essa comparação, veja Como desenhar a validação do monitoramento de oxigênio. Para a visão geral, o guia de monitoramento de oxigênio hospitalar. Para o efeito na conta, Glosa de oxigênio.

Nota de produto: o ATAS O2 registra no leito início, fim, fluxo e duração da oxigenoterapia e leva o dado às equipes, à conta e à manutenção; saiba mais em ATAS O2 para hospitais.

Tags: Oxigenoterapia, Gestão Hospitalar, ATAS

Voltar ao blog