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· Oxigenoterapia e hospitais

Integração do oxigênio com prontuário: perguntas à TI

Por Salvus Tecnologia

Quando engenharia clínica, assistência e faturamento concordam que o registro de oxigenoterapia no leito vale um teste, o projeto chega à TI. É aí que muitas integrações se alongam: faltam perguntas feitas cedo, e as respostas só aparecem na implantação. Este texto reúne as perguntas que a TI pode levar à mesa antes de estimar qualquer prazo.

O que se quer integrar

No caso de um fluxômetro digital de oxigênio, o dado é o registro da terapia no ponto de uso: início, fim, fluxo e duração. Ele nasce no leito e pode seguir para três destinos:

  • Prontuário: a equipe assistencial vê a terapia onde já trabalha, sem digitar de novo.
  • Faturamento: a conta precisa do prescrito, do consumido e do lançado lado a lado.
  • Gestão e manutenção: engenharia clínica e direção querem o uso por setor e o inventário dos aparelhos.

Nem todo hospital integra os três de uma vez. A TI pode ajudar a decidir a ordem.

Por que tratar como projeto

Cada sistema de prontuário tem eventos, dados e processo de homologação próprios, então não existe resposta do tipo "integra em tantos dias". A integração é avaliada por hospital, depois de um levantamento do que existe e do que se quer trazer. Desconfie de estimativa dada antes disso, e também do contrário: um projeto sem etapas claras de ambiente, homologação e aceite tende a se prolongar sem que ninguém saiba por quê.

As perguntas, por tema

Ambiente

  1. Onde roda a integração? Em uma máquina virtual do hospital, ligada ao ambiente do fornecedor? Quem provisiona e quem mantém?
  2. Há ambiente de homologação do prontuário? A integração deve ser testada contra uma cópia, e não contra a produção, antes de qualquer aparelho real entrar no leito.
  3. Quem na TI libera o quê? Máquina virtual, banco de homologação e permissões costumam depender de pessoas diferentes. Nomear um responsável cedo evita semanas de espera.

Acesso e segurança

  1. Como a equipe do fornecedor acessa o ambiente? O hospital tem política para acesso remoto de terceiros? O fornecedor deve se adaptar a ela, e não o contrário.
  2. Que perfis e permissões a integração exige? O princípio é o mínimo necessário para a finalidade, com registro de quem acessou o quê.
  3. Onde ficam os dados, quem os acessa e por quanto tempo? O registro está ligado a um paciente e a um leito; a TI e o encarregado de dados do hospital devem saber o caminho dele. Na Salvus, hospedagem, região dos dados e encarregado seguem a política de cada cliente (veja segurança e privacidade).

Rede e conectividade

  1. Como os aparelhos chegam ao sistema? Pela rede do hospital, por gateways instalados nos setores ou por outro caminho? Quem instala e mantém os gateways?
  2. O sinal de rede é conferido leito a leito? Uma área com sinal fraco só aparece com o aparelho já instalado; conferir na instalação evita surpresas.
  3. O que acontece quando a conexão cai? Pergunta central. O registro fica guardado e é enviado depois? Quem percebe a falha e em quanto tempo? A homologação deve testar a perda e a reconexão antes do uso no leito.

Dados

  1. Como o aparelho é associado ao leito e ao paciente? Que informação do prontuário participa dessa associação e com que frequência é atualizada?
  2. Como saber que é a mesma terapia? Se ela aparece no aparelho e no prontuário, como o hospital reconhece que é a mesma? Uma boa integração preserva a origem e a identidade de cada registro.
  3. Que dado volta ao prontuário e em que formato? Só o resumo (início, fim, duração) ou também o fluxo ao longo do tempo? O que a enfermagem e a equipe médica precisam ver na tela?
  4. E o que vai para a conta? O faturamento precisa do dado no nível que o contrato remunera. Em contrato por hora, a duração importa; em pacote ou diária global, o interesse costuma estar em custo e produtividade.

Contingência e manutenção

  1. Quem é avisado quando a integração para? Uma integração parada em silêncio é pior que uma que avisa.
  2. Como é a manutenção dos aparelhos? Inventário, número de série e manutenção devem ficar registrados, e a TI precisa saber quem substitui e como o novo aparelho é cadastrado.
  3. Quem avisa quem quando o prontuário muda de versão? Atualizações podem afetar a integração.

Etapas que a TI pode esperar

Sem prometer prazo, a sequência costuma ter quatro momentos: máquina virtual e banco de homologação liberados pela TI; conexão com o ambiente do fornecedor e testes de ponta a ponta; teste com dispositivo simulado, acompanhado pela TI e pela equipe clínica; e aparelhos reais nos leitos com termo de aceite técnico. Cada etapa deve ter um responsável do hospital e um do fornecedor, com data combinada por escrito.

O que a integração não resolve sozinha

Ela leva o dado de um lugar a outro. Não decide a conduta clínica, que é do profissional, e não assegura, por si só, efeito na conta. O efeito financeiro depende do contrato com cada operadora, da linha de base de hoje e da validação feita com o hospital. Por isso a TI não deve ser a única área na mesa.

Um passo de cada vez

Um caminho comum é validar primeiro em setores combinados, com a integração mínima que permita comparar o registro do leito com o prontuário, e só depois ampliar. Veja Como desenhar a validação do monitoramento de oxigênio, o guia de monitoramento de oxigênio hospitalar e o texto sobre o fluxômetro digital de oxigênio.

Próximo passo

Na página do ATAS O2, o registro pode seguir para o prontuário e para a conta, conforme a homologação e o escopo de cada hospital. Conheça a página ATAS O2 para hospitais e leve estas perguntas à sua equipe de TI.

Tags: Oxigenoterapia, Gestão Hospitalar, ATAS

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