ATAS O2: integração e relatórios
Este manual é para as equipes de tecnologia da informação, engenharia clínica, faturamento e auditoria dos hospitais que usam o ATAS O2. Ele explica, em linguagem de gestão, como o registro da oxigenoterapia sai do leito e chega ao sistema do hospital e à conta do paciente, o que o hospital precisa preparar e quais relatórios recebe.
Em resumo: o aparelho registra no leito o início, o fim, o fluxo e a duração da oxigenoterapia. A integração localiza o atendimento e a prescrição do paciente naquele leito e devolve o registro ao sistema do hospital, pronto para a conferência do faturamento.
1.O caminho do dado, do leito à conta
- Abertura do fluxo. O profissional abre o fluxo no volante do aparelho. O ATAS O2 registra a hora de início naquele leito.
- Envio. O aparelho envia o registro pela rede sem fio ao sistema do ATAS O2. [A CONFIRMAR] tecnologia de comunicação por modelo e implantação.
- Atendimento. A integração consulta o sistema de gestão do hospital e localiza o atendimento ativo do paciente no leito.
- Prescrição. A integração busca a prescrição de oxigênio desse atendimento e associa ao registro a interface e a forma de consumo prescritas.
- Fechamento do fluxo. Quando o profissional fecha o fluxo, o ATAS O2 registra a hora final e o fluxo usado.
- Devolução ao hospital. A integração grava no sistema do hospital o registro de gases do atendimento: hora em que ligou, hora em que desligou, horas de uso e o item correspondente para a conta.
- Conferência. O faturamento confere e lança, segundo as regras do contrato com a fonte pagadora e a validação do hospital.
Se o leito estiver consumindo oxigênio sem atendimento aberto, o registro fica no sistema do ATAS O2 marcado como sem atendimento, para a equipe verificar. Se houver atendimento sem prescrição de oxigênio localizada, o registro segue com a forma de consumo padrão combinada com o hospital. [A CONFIRMAR] regra padrão adotada em cada hospital.
Já integrado a sistemas hospitalares como Tasy e MV, conforme a homologação e o escopo de cada hospital. As marcas citadas pertencem aos seus fabricantes.
2.O que o hospital prepara
Cadastro e rotina
- Carga inicial dos leitos: a lista de unidades e leitos que vão receber o aparelho.
- Vínculo de cada aparelho ao leito, feito na instalação, junto com a equipe de implantação.
- Procedimento de movimentação: um procedimento operacional padrão (POP) para que toda troca ou substituição de aparelho seja registrada no sistema na hora.
Tecnologia da informação
- Uma máquina virtual na rede do hospital para hospedar o serviço de integração, com a configuração mínima informada pela Salvus.
- Acesso remoto seguro a essa máquina, pelo método aceito na política do hospital.
- Acesso à base de homologação do sistema de gestão hospitalar, com permissões combinadas nas tabelas de atendimento, prescrição e gases.
- Liberação de rede entre o serviço de integração e o sistema do ATAS O2, nos endereços e portas informados pela Salvus.
- Uma pessoa de contato da TI para firewall, rotas e validação.
Demais áreas
- Engenharia clínica: parque, leitos, rede e local de instalação; manutenção, substituição e contingência.
- Assistência: participação na homologação, para conferir que o registro aparece no atendimento certo.
- Faturamento e auditoria: como o oxigênio é cobrado no hospital e qual item da conta recebe o registro.
Credenciais, endereços e portas são trocados só entre as equipes técnicas, pelo canal combinado no projeto. Nunca envie senha por e-mail aberto ou mensagem.
3.Etapas da implantação da integração
- Servidor e acesso. A TI disponibiliza a máquina virtual e o acesso à base de homologação. A Salvus instala o serviço de integração e valida a conexão.
- Comunicação e testes internos. Liberação de rede, permissões de banco e testes de ponta a ponta. Ajuste do mapeamento de leitos, atendimentos e prescrições de oxigênio.
- Homologação com aparelho simulado. Em reunião com a TI e a equipe clínica, a Salvus simula a abertura e o fechamento do fluxo, e o hospital confere se o registro aparece no atendimento certo.
- Homologação com aparelho real. Os aparelhos são instalados nos leitos definidos, a comunicação é conferida e são testadas a perda e a volta da conexão. A etapa termina com o aceite técnico e a liberação para uso.
Cada etapa começa quando o acesso ou a infraestrutura da etapa anterior está disponível. O cronograma é combinado com cada hospital.
4.Relatórios e painéis
O mesmo registro do leito atende a perguntas diferentes. O que cada área recebe segue a configuração e a integração de cada hospital.
| Área | O que recebe |
|---|---|
| Faturamento e auditoria clínica | Relatório das oxigenoterapias por atendimento, com início, fim, fluxo e duração, para conferir prescrito, consumido e lançado. |
| Engenharia clínica e manutenção | Relatório para manutenção: situação dos aparelhos, bateria, falhas de comunicação e histórico de trocas. |
| Operação | Sinais para verificação: leito consumindo oxigênio sem paciente em atendimento e possível vazamento. |
| Assistência | Painel por setor e por leito com as terapias em andamento. |
| Suprimentos e direção | Consumo registrado no ponto de uso, para conferir com compras e entregas e acompanhar os indicadores combinados. |
[A CONFIRMAR] Nome, formato, periodicidade e forma de exportação de cada relatório, e quais estão disponíveis em cada implantação.
Onde acessar
No sistema do ATAS O2, com o login de cada pessoa e conforme a permissão do seu perfil. A engenharia clínica acompanha ali inventário, número de série, situação e manutenção dos aparelhos.
5.Responsabilidades e limites
- O ATAS O2 não prescreve nem altera a terapia. A decisão clínica é sempre do profissional.
- O lançamento na conta segue a regra do contrato com a fonte pagadora e a validação do faturamento do hospital.
- Uma integração feita em um hospital não vale como compatibilidade automática em outro: cada sistema tem eventos, dados e homologação próprios.
- Resultados de outros hospitais não se repetem automaticamente. Cada instituição define linha de base e critérios próprios.
6.Perguntas frequentes
A integração grava dados no sistema do hospital?
Sim, nas tabelas combinadas com a TI, com as permissões acordadas na homologação. O registro de gases do atendimento é o principal dado gravado.
O que acontece se a conexão cair?
A luz de falha técnica do aparelho acende e a engenharia clínica é acionada. O comportamento na perda e na volta da conexão é testado na homologação com aparelho real. [A CONFIRMAR] se o aparelho guarda os registros até a conexão voltar.
Um aparelho foi trocado de leito. O que fazer?
Registrar a troca no sistema na hora, conforme o POP de movimentação. Sem isso, o consumo vai para o leito errado.
O registro vai direto para a conta sem conferência?
Não. O registro chega ao sistema do hospital pronto para a conferência. O lançamento segue as regras do faturamento e do contrato.
7.Suporte
Fale com a engenharia clínica do hospital, que aciona a Salvus quando preciso.
A TI ou a gestão do contrato aciona a Salvus pelo canal de suporte definido no contrato. Informe o leito, o ID do aparelho e o horário, sem dados de pacientes.
Este manual descreve a integração do ATAS O2 em linhas gerais. Sistemas, tabelas, relatórios e etapas são definidos com cada hospital na implantação.