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ATAS O2: integração e relatórios

TI, engenharia clínica e faturamento · versão de 01/11/2026

Este manual é para as equipes de tecnologia da informação, engenharia clínica, faturamento e auditoria dos hospitais que usam o ATAS O2. Ele explica, em linguagem de gestão, como o registro da oxigenoterapia sai do leito e chega ao sistema do hospital e à conta do paciente, o que o hospital precisa preparar e quais relatórios recebe.

Em resumo: o aparelho registra no leito o início, o fim, o fluxo e a duração da oxigenoterapia. A integração localiza o atendimento e a prescrição do paciente naquele leito e devolve o registro ao sistema do hospital, pronto para a conferência do faturamento.

1.O caminho do dado, do leito à conta

  1. Abertura do fluxo. O profissional abre o fluxo no volante do aparelho. O ATAS O2 registra a hora de início naquele leito.
  2. Envio. O aparelho envia o registro pela rede sem fio ao sistema do ATAS O2. [A CONFIRMAR] tecnologia de comunicação por modelo e implantação.
  3. Atendimento. A integração consulta o sistema de gestão do hospital e localiza o atendimento ativo do paciente no leito.
  4. Prescrição. A integração busca a prescrição de oxigênio desse atendimento e associa ao registro a interface e a forma de consumo prescritas.
  5. Fechamento do fluxo. Quando o profissional fecha o fluxo, o ATAS O2 registra a hora final e o fluxo usado.
  6. Devolução ao hospital. A integração grava no sistema do hospital o registro de gases do atendimento: hora em que ligou, hora em que desligou, horas de uso e o item correspondente para a conta.
  7. Conferência. O faturamento confere e lança, segundo as regras do contrato com a fonte pagadora e a validação do hospital.
Quando não há paciente ou prescrição

Se o leito estiver consumindo oxigênio sem atendimento aberto, o registro fica no sistema do ATAS O2 marcado como sem atendimento, para a equipe verificar. Se houver atendimento sem prescrição de oxigênio localizada, o registro segue com a forma de consumo padrão combinada com o hospital. [A CONFIRMAR] regra padrão adotada em cada hospital.

Já integrado a sistemas hospitalares como Tasy e MV, conforme a homologação e o escopo de cada hospital. As marcas citadas pertencem aos seus fabricantes.

2.O que o hospital prepara

Cadastro e rotina

  1. Carga inicial dos leitos: a lista de unidades e leitos que vão receber o aparelho.
  2. Vínculo de cada aparelho ao leito, feito na instalação, junto com a equipe de implantação.
  3. Procedimento de movimentação: um procedimento operacional padrão (POP) para que toda troca ou substituição de aparelho seja registrada no sistema na hora.

Tecnologia da informação

  1. Uma máquina virtual na rede do hospital para hospedar o serviço de integração, com a configuração mínima informada pela Salvus.
  2. Acesso remoto seguro a essa máquina, pelo método aceito na política do hospital.
  3. Acesso à base de homologação do sistema de gestão hospitalar, com permissões combinadas nas tabelas de atendimento, prescrição e gases.
  4. Liberação de rede entre o serviço de integração e o sistema do ATAS O2, nos endereços e portas informados pela Salvus.
  5. Uma pessoa de contato da TI para firewall, rotas e validação.

Demais áreas

  • Engenharia clínica: parque, leitos, rede e local de instalação; manutenção, substituição e contingência.
  • Assistência: participação na homologação, para conferir que o registro aparece no atendimento certo.
  • Faturamento e auditoria: como o oxigênio é cobrado no hospital e qual item da conta recebe o registro.
Segurança

Credenciais, endereços e portas são trocados só entre as equipes técnicas, pelo canal combinado no projeto. Nunca envie senha por e-mail aberto ou mensagem.

3.Etapas da implantação da integração

  1. Servidor e acesso. A TI disponibiliza a máquina virtual e o acesso à base de homologação. A Salvus instala o serviço de integração e valida a conexão.
  2. Comunicação e testes internos. Liberação de rede, permissões de banco e testes de ponta a ponta. Ajuste do mapeamento de leitos, atendimentos e prescrições de oxigênio.
  3. Homologação com aparelho simulado. Em reunião com a TI e a equipe clínica, a Salvus simula a abertura e o fechamento do fluxo, e o hospital confere se o registro aparece no atendimento certo.
  4. Homologação com aparelho real. Os aparelhos são instalados nos leitos definidos, a comunicação é conferida e são testadas a perda e a volta da conexão. A etapa termina com o aceite técnico e a liberação para uso.
Prazo

Cada etapa começa quando o acesso ou a infraestrutura da etapa anterior está disponível. O cronograma é combinado com cada hospital.

4.Relatórios e painéis

O mesmo registro do leito atende a perguntas diferentes. O que cada área recebe segue a configuração e a integração de cada hospital.

ÁreaO que recebe
Faturamento e auditoria clínicaRelatório das oxigenoterapias por atendimento, com início, fim, fluxo e duração, para conferir prescrito, consumido e lançado.
Engenharia clínica e manutençãoRelatório para manutenção: situação dos aparelhos, bateria, falhas de comunicação e histórico de trocas.
OperaçãoSinais para verificação: leito consumindo oxigênio sem paciente em atendimento e possível vazamento.
AssistênciaPainel por setor e por leito com as terapias em andamento.
Suprimentos e direçãoConsumo registrado no ponto de uso, para conferir com compras e entregas e acompanhar os indicadores combinados.

[A CONFIRMAR] Nome, formato, periodicidade e forma de exportação de cada relatório, e quais estão disponíveis em cada implantação.

Onde acessar

No sistema do ATAS O2, com o login de cada pessoa e conforme a permissão do seu perfil. A engenharia clínica acompanha ali inventário, número de série, situação e manutenção dos aparelhos.

5.Responsabilidades e limites

  • O ATAS O2 não prescreve nem altera a terapia. A decisão clínica é sempre do profissional.
  • O lançamento na conta segue a regra do contrato com a fonte pagadora e a validação do faturamento do hospital.
  • Uma integração feita em um hospital não vale como compatibilidade automática em outro: cada sistema tem eventos, dados e homologação próprios.
  • Resultados de outros hospitais não se repetem automaticamente. Cada instituição define linha de base e critérios próprios.

6.Perguntas frequentes

A integração grava dados no sistema do hospital?

Sim, nas tabelas combinadas com a TI, com as permissões acordadas na homologação. O registro de gases do atendimento é o principal dado gravado.

O que acontece se a conexão cair?

A luz de falha técnica do aparelho acende e a engenharia clínica é acionada. O comportamento na perda e na volta da conexão é testado na homologação com aparelho real. [A CONFIRMAR] se o aparelho guarda os registros até a conexão voltar.

Um aparelho foi trocado de leito. O que fazer?

Registrar a troca no sistema na hora, conforme o POP de movimentação. Sem isso, o consumo vai para o leito errado.

O registro vai direto para a conta sem conferência?

Não. O registro chega ao sistema do hospital pronto para a conferência. O lançamento segue as regras do faturamento e do contrato.

7.Suporte

Dúvida sobre um aparelho ou um leito

Fale com a engenharia clínica do hospital, que aciona a Salvus quando preciso.

Dúvida sobre a integração ou os relatórios

A TI ou a gestão do contrato aciona a Salvus pelo canal de suporte definido no contrato. Informe o leito, o ID do aparelho e o horário, sem dados de pacientes.

Este manual descreve a integração do ATAS O2 em linhas gerais. Sistemas, tabelas, relatórios e etapas são definidos com cada hospital na implantação.