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ATAS O2: instalação e uso no leito

Fluxômetro digital hospitalar · versão de 01/11/2026

Este manual é para a equipe assistencial (enfermagem e fisioterapia) e para a engenharia clínica dos hospitais que usam o ATAS O2. Ele explica, em passos curtos, como o aparelho é instalado na régua de gases, como a terapia é registrada no leito e o que fazer quando algo não funciona.

Em resumo: o ATAS O2 é usado como um fluxômetro de oxigênio. Ao abrir o fluxo no volante, o registro da oxigenoterapia começa; ao fechar, ele termina. Não há botão para iniciar ou encerrar.

Antes de usar

Siga o manual do fabricante e os protocolos do hospital. O ATAS O2 não prescreve nem altera a terapia: prescrição, ajuste e conduta continuam com os profissionais autorizados.

1.As partes do aparelho

O ATAS O2 tem duas partes que se encaixam: o monitor, em cima, com o visor; e o fluxômetro, embaixo, com o volante e as conexões de gás.

Frente do ATAS O2: luzes de aviso, visor com o fluxo em litros por minuto, botão verde de encaixe e volante de fluxo Costas do ATAS O2: compartimento das pilhas, conectores laterais, borboleta de conexão à régua e saída de gás
Frente (à esquerda) e costas (à direita) do aparelho. Imagem do produto.

Na frente

  • Luzes de aviso: três luzes acima do visor, com os rótulos Baixa pressão, Bateria baixa e Falha técnica.
  • Visor: mostra o fluxo em litros por minuto (L/min) e mensagens curtas do aparelho.
  • Botão de encaixe (verde, abaixo do visor): prende o monitor ao fluxômetro. Há um botão na frente e outro atrás.
  • Volante: regula o fluxo de oxigênio. Girar no sentido anti-horário abre (aumenta o fluxo); no sentido horário, fecha (reduz).

Atrás e nas laterais

  • Compartimento das pilhas, na parte de trás do monitor.
  • Borboleta e conector de entrada de gás: prendem o aparelho no ponto de oxigênio da régua.
  • Saída de gás, embaixo, onde se conecta o umidificador ou a interface do paciente, como em um fluxômetro convencional.
  • Conectores laterais para fonte elétrica, sensor de pressão e segundo fluxômetro, usados só nas configurações que os incluem.
  • Botão de reinício (reset), num pequeno furo na lateral esquerda do monitor.
  • Identificação do aparelho (ID), na tampa das pilhas e no fluxômetro.

2.Instalar na régua de gases

A primeira instalação é feita pela engenharia clínica ou pela equipe designada pelo hospital, junto com a equipe de implantação da Salvus, que confirma cada etapa no sistema.

Pilhas e energia

  1. Confirme o tipo de alimentação do aparelho: pilhas ou fonte elétrica. Os dois modos não devem ser usados juntos.
  2. Para pilhas: abra o compartimento atrás do monitor, deslizando a tampa para cima até o fim.
  3. Coloque 3 pilhas AA respeitando a polaridade, com a fita por trás das pilhas. A fita ajuda a retirá-las depois.
  4. Feche o compartimento deslizando a tampa para baixo até o fim.
  5. Para fonte elétrica: ligue a fonte fornecida com o aparelho na tomada e no conector lateral do monitor.

Ligar e conferir

  1. O aparelho liga sozinho ao receber energia. Não há botão de ligar.
  2. Na conferência inicial, uma luz pisca, depois as três luzes acendem e o visor mostra 888 888. Isso indica que luzes e visor estão funcionando.
  3. Se a luz vermelha acender nessa conferência, retire as pilhas e repita. Se continuar, separe o aparelho e acione a engenharia clínica.

Encaixar no ponto de oxigênio

  1. Com a equipe de implantação, confirme o leito em que o aparelho será instalado e o ID do aparelho. O aparelho fica vinculado a esse leito no sistema.
  2. Confira se o monitor está encaixado no fluxômetro: as partes só encaixam na posição certa, com um leve estalo dos botões verdes.
  3. Pressione o conector de entrada contra o ponto de oxigênio da régua e gire a borboleta no sentido horário até o aparelho ficar firme, sem folga.
  4. O aparelho fica na vertical, com a saída de gás para baixo, como um fluxômetro convencional.
  5. Confira que o fluxo está totalmente fechado e avise a equipe de implantação.
  6. Quando a equipe pedir, reinicie o aparelho: pressione o botão de reinício na lateral com um objeto fino, como um clipe de papel. O visor apaga e acende de novo.
  7. Quando a equipe pedir, abra o fluxo e depois feche, para o teste de registro. Aguarde a confirmação de que o leito está pronto para uso.
Quando reiniciar

O manual do fabricante orienta reiniciar após a primeira instalação, sempre que o aparelho for desligado e sempre que o fluxômetro for desconectado ou trocado.

3.Usar no leito: iniciar e encerrar o registro

O registro acontece pelo próprio uso do fluxômetro. A equipe trabalha como já trabalha com um fluxômetro convencional.

  1. Conecte o umidificador ou a interface do paciente (cânula, máscara ou outra prevista no protocolo) à saída de gás.
  2. Para iniciar: gire o volante no sentido anti-horário até o fluxo prescrito. O visor mostra o valor em L/min e o sistema registra o início da oxigenoterapia naquele leito.
  3. Para ajustar: gire o volante até o novo valor. O visor atualiza na hora.
  4. Para encerrar: gire o volante no sentido horário até fechar. O sistema registra o fim, o fluxo e a duração.
Um aparelho, um leito

Cada aparelho está vinculado a um leito. Não leve o aparelho para outro leito sem avisar a engenharia clínica: toda troca ou substituição precisa ser registrada no sistema na hora, senão o consumo é atribuído ao leito errado.

[A CONFIRMAR] Se existe um fluxo mínimo ou um tempo mínimo para o sistema considerar que a terapia começou ou terminou.

4.O que o visor e as luzes mostram

No aparelhoO que significaO que fazer
Número em L/minFluxo de oxigênio que passa pelo aparelho agora.Conferir com a prescrição.
888 888Conferência ao ligar: visor e luzes em teste.Nada. Some sozinho.
MAXFluxo acima do limite de medição do aparelho.Reduzir o fluxo no volante, conforme a prescrição.
FLXFalha na medição do fluxo.Retirar o aparelho de uso e acionar a engenharia clínica.
SBY SBYMonitor separado do fluxômetro.Encaixar o monitor no fluxômetro e reiniciar.
Luz Bateria baixa piscandoPilhas no fim.Trocar as pilhas assim que possível.
Luz Falha técnica piscandoO aparelho não consegue enviar os dados ao sistema.Acionar a engenharia clínica.
Luz Baixa pressão piscandoPressão baixa na fonte de gás, nas configurações com sensor de pressão.Acionar a engenharia clínica. [A CONFIRMAR] comportamento na régua de gases.
Se o aparelho desligar

Se as pilhas acabarem ou o aparelho desligar, o oxigênio continua chegando ao paciente, mas o visor deixa de mostrar o fluxo e o registro para. Troque as pilhas ou acione a engenharia clínica.

[A CONFIRMAR] Se as mensagens e as luzes desta tabela valem para o modelo e a versão instalados no seu hospital.

5.Limpeza e cuidados

Faça a limpeza antes do primeiro uso e após cada paciente, conforme a rotina da comissão de controle de infecção do hospital.

  1. Umedeça um pano limpo com álcool 70%, solução com quaternário de amônio ou peróxido de hidrogênio acelerado.
  2. Passe o pano no corpo do aparelho. Não aplique o produto direto no aparelho e não deixe líquido entrar nele.
  3. Seque com pano limpo, macio e seco.
  4. Se houver sujeira que não sai: retire o aparelho do leito, desligue-o e retire as pilhas; limpe com pano umedecido em água e sabão neutro e seque.
Não fazer

Não colocar em autoclave. Não usar material abrasivo, como palha de aço. Não deixar produto de limpeza parado sobre o aparelho. Não usar óleo.

Retirar as pilhas

Retire o aparelho do ponto de oxigênio, apoie o polegar sobre as pilhas e puxe a fita aos poucos. Se o aparelho ficar guardado por muito tempo, retire as pilhas.

Manutenção

Antes do uso, confira se o aparelho não tem dano aparente. A manutenção preventiva e a verificação de segurança seguem o cronograma da engenharia clínica e o contrato, feitas por profissional habilitado. Não abra o aparelho nem rompa lacres.

6.Quando algo não funciona

  1. O paciente vem primeiro. Siga o protocolo do hospital para a oxigenoterapia. Se for preciso, troque o aparelho por outro fluxômetro.
  2. Veja o visor e as luzes e consulte a tabela do item 4.
  3. Se o aparelho apresentar defeito, falha que vai e volta, dano ou a mensagem FLX, retire-o de uso e acione a engenharia clínica do hospital.
  4. A engenharia clínica avalia, registra a troca no sistema e aciona a Salvus para substituição ou suporte.
Equipe assistencial

Fale com a engenharia clínica ou com o responsável indicado pelo hospital. Informe o leito e o ID do aparelho.

Engenharia clínica

Acione a Salvus pelo canal de suporte definido no contrato do hospital. Informe o ID, o leito e o que aparece no visor, sem dados de pacientes.

7.Perguntas frequentes

Preciso apertar algum botão para começar o registro?

Não. O registro começa quando o fluxo é aberto no volante e termina quando o fluxo é fechado.

O ATAS O2 muda a terapia ou o fluxo sozinho?

Não. O fluxo é ajustado pelo profissional no volante. O aparelho mede, mostra e registra.

Posso levar o aparelho para outro leito?

Só com a engenharia clínica. Cada aparelho está vinculado a um leito, e a troca precisa ser registrada no sistema na hora.

A bateria acabou. O paciente fica sem oxigênio?

Não. O oxigênio continua passando, mas o visor apaga e o registro para. Troque as pilhas assim que possível.

Onde a engenharia clínica acompanha os aparelhos?

No sistema do ATAS O2, conforme a permissão de cada usuário: inventário, número de série, situação e manutenção dos aparelhos.

Este manual resume a instalação e o uso do ATAS O2 no hospital. Ele não substitui o manual do fabricante nem os protocolos da instituição. Modelo, configuração e integração variam de um hospital para outro.